sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

RESUMO

MODOS DE MORAR EM NATAL: onde está a família intergeracional? Lucia Helena Costa de Góis Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo PPGAU – UFRN Françoise Dominique Valéry Departamento de Arquitetura e PPGAU – UFRN Resumo Propõe-se apresentar questionamentos acerca das formas de morar de famílias intergeracionais de idosos e com idosos, compostas também por adultos, jovens e/ou crianças, pertencentes às camadas sociais média-alta e alta, no Brasil. Constatou-se escassez e lacunas no tratamento da família intergeracional, nos estudos histórico-socio antropológicos bem como nos estudos na área de arquitetura e urbanismo, no que se referem, por exemplo, às relações entre tipologias de moradias e formatos de famílias no Brasil. Encontrou-se nos estudos de Tramontano (1998; 2000) preocupações com as características da família nuclear e da unidade doméstica unipessoal em oposição à família extensa, que vão dos limites desejáveis do espaço privado da habitação, que assegurem condições para o desenvolvimento de novas relações sociais e com as relações já existentes, aos novos desenhos que poderiam corresponder a cada espaço da casa. Os estudos de Kapp (2005) relacionam moradia e tipologia de família, tendo como escopo camadas populares. Os estudos de habitações multifamiliares de Amorim (2001) estabelecem critérios para comparar as diferentes formas de organização familiar e as soluções arquitetônicas encontradas por famílias que habitam condomínios verticais. A investigação, em nível de tese de doutorado, fundamenta-se em Mercado-Doménech (1988) e se utiliza da sua teoria dos espaços individuais e coletivos, em uma residência, para descrever e analisar as atuais formas de morar. Objetiva desconstruir ou reconstruir o(s) modelo(s) de habitação contemporânea projetada e construída independente dos formatos de família, sem considerar o novo modelo que está se gestando: o da família intergeracional. No trato da relação entre espaço vivido e cotidiano da família intergeracional e tipos de residências, o estudo se apropria da teoria do espaço cotidiano de Lefebvre (1991) ao considerar que este seria o lugar das ambigüidades das relações sociais, enquanto espaço construído através da percepção de sujeitos pertencentes a várias gerações. Palavras-chave: Família intergeracional. Modos de vida. Condomínios fechados. Natal.

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